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Setor editorial começa 2015 com crescimento abaixo da inflação

Venda de livros registrou um crescimento de 3% em volume de exemplares no comparativo com o mesmo período do ano passado

No primeiro trimestre do ano, a venda de livros em livrarias registrou um crescimento de 1,65% em faturamento e 3% em volume de exemplares no comparativo com o mesmo período de 2014, ficando, porém, abaixo da inflação. O preço médio praticado caiu 1,30%, com maior impacto nos livros de ficção e universitários.

Esses são alguns dados do setor contidos no Painel das Vendas de Livros do Brasil, apresentados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros e o Instituto de Pesquisa Nielsen. Tem como base o resultado do BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados.

“Diante das informações negativas que pautaram o primeiro trimestre da economia brasileira, o fato de que houve algum crescimento foi uma grata surpresa”, afirma o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira. “Mas a verdade é que houve uma queda real em faturamento de cerca de 5%”.

Em relação ao preço do livro, o coordenador do Bookscan Brasil, Ismael Borges de Sousa, explica que o Painel afere o valor desembolsado pelo consumidor e não o preço praticado pelas editoras.

O Painel também mostra algo que os editores já percebiam: o mercado brasileiro atual está muito concentrado. Afinal, de um total de 150.000 títulos comercializados no período, os 500 mais vendidos correspondem a 25% do total das vendas. Quando aumentada a amostra para os 5 mil mais vendidos, eles representam 2/3 do total.

Outro aspecto que o Painel pretende mostrar é o desconto praticado pelas livrarias aos consumidores, que será um instrumento importante na discussão sobre a Lei do Preço Fixo que tramita no Senado Federal.

O levantamento mostrou que, dentre os gêneros, “infantil, juvenil e educacional” foi o que apresentou o melhor desempenho no período com um crescimento de 6,8% no faturamento. Já os livros técnicos (“não ficção especialista”) registraram o pior desempenho, com uma queda de 12% em faturamento, em relação a 2014.

 

Com informações do Sindicato Nacional dos Editores de Livros

 

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